Blog da responsabilidade de Nelson Correia, Advogado, Vereador na Câmara Municipal de Penafiel, deputado na IX Legislatura e militante do Partido Socialista
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
Notas soltas 2007 (II) - Nacional
Referendo à IVG
Com a vitória do SIM no referendo à IVG, descobriu-se finalmente um Portugal a urbanizar-se e a começar a abandonar as tradições do salazarismo. Notou-se um país que começa a largar os traços de machismo saloio e retrógrado. Resolveu-se um problema prioritário neste País e finalmente as mulheres deixaram de ser tratadas como criminosas pelo Estado.

Mudanças na direita
Este ano foi pródigo nas mudanças que ocorreram nos Partidos de Direita. O CDS abandonou um líder de matriz democrata-cristã e preferiu um líder populista. O PSD abandonou um líder que começava a seduzir-se pelo populismo e escolheu um duo onde o populismo e a demagogia estão já inseridos no código genético. Resultado, temos uma direita que nem é direita nem é coisa nenhuma. São um conjunto de dois partidos que não se querem assumir a sua ideologia neo-liberal e limitam-se a fazer uma oposição de circunstância. O PSD, é então o partido cuja nova liderança já se faz sentir, em que num dia assumem-se como neo-liberais, e no outro dia já são os grandes defensores do Estado.


Eleições em Lisboa
As eleições de Lisboa, tiveram dois pormenores que devem ser referidos. O primeiro, é que as mesmas resultaram de escândalos e processos em tribunal. O segundo é que nunca vi uma quantidade tal de candidatos a uma cidade. Ao todo, se não me engano eram 10. Nestas condições era muito difícil surgir um executivo com maioria absoluta, facto pelo que o PS com António Costa lidera com o BE um executivo minoritário. Este facto tornou-se problemático na aprovação de um empréstimo para pagamento de dívidas de curto prazo, em que o PSD nacional revelou mais uma vez a sua faceta de bota-abaixo. No entanto, pareceu que o PSD que está a Assembleia Municipal de Lisboa, cumpriu a sua função para os eleitores de aprovou o dito empréstimo.


Retoma económica lenta
Nestes últimos tempos temos assistido a uma retoma económica, que se caracteriza por ser lenta e com crescimento muito reduzido. No entanto este crescimento é um crescimento sustentado que se está a basear no aumento das exportações e não no aumento do consumo interno. Este crescimento poderá ser potenciado com o crescente apoio às empresas inovadoras e exportadoras e com o aumento de confiança dos investidores. O consumo privado poderá também contribuir para um aumento do crescimento, mas com uma importância mais reduzida que nos anos 90, sobretudo enquanto as taxas de juro mantiverem a tendência de subida.



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Notas soltas de 2007 - Local/Regional
JS Distrital


A JS/Distrital entrou numa fase de grande actividade com a presidência do Nuno Araújo. Esta estrutura está a marcar por diversas vezes a agenda política regional e local em diversos concelhos por onde passa. O próximo ano de 2008, vai ser um ano de desafios e de preparação da JS para o ciclo eleitoral que se aproxima e o ano da diferenciação relativamente às outras JOTAS, que continuam apenas acomodadas ao seu papel único de porta-bandeiras.

Políticas Municipais

A ausência de qualquer tipo de política integrada para algumas áreas de intervenção é notada quando surgem medidas avulsas, cuja utilidade global seja um pouco duvidosa mas, no entanto, a propaganda transforma as mesmas em medidas estruturantes para o concelho. Nota-se o caso dos papa-chiclas. O mesmo acontece com uma série de investimentos que irão ser feitos em Penafiel. Todo o investimento é bem-vindo desde que benéfico para o concelho, no entanto a localização dos mesmos parece ter sido realizada recorrendo à táctica do sorteio. Não se vislumbra uma verdadeira intenção de criação de uma nova centralidade, tendo em conta a constituição de espaços competitivos, sem que os mesmos não retirem a competitividade que ainda resta ao centro da cidade.


Novos Jornais

Em 2007, nasceram mais dois jornais regionais, que pelo seu conteúdo parecem ser jornais que informam as pessoas do que interessa, dando voz a algumas denúncias, acompanhando as decisões nos seus palcos de excelência e recusando o sensacionalismo. Estes novos jornais significaram uma lufada de ar fresco numa imprensa local e regional com alguns órgãos um pouco arredados da informação séria.

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publicado por pena-fiel às 19:17
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