Blog da responsabilidade de Nelson Correia, Advogado, Vereador na Câmara Municipal de Penafiel, deputado na IX Legislatura e militante do Partido Socialista
Enganadoras e disfarçadas, parece ser este o quadro das contas partidárias saído do acordão do Tribunal Constitucional,
que pode consultar aqui.Diz o povo, e com razão, que quem dá é porque quer.
Quem financia um partido político ou dá um donativo para uma campanha eleitoral, raramente o faz apenas com a intenção de contribuir para a afirmação dos ideais em que acredita.
Por detrás do donativo está, normalmente, a expectativa do pequeno ou grande favor que se espera retribuido de quem alcança o poder.
Não será por acaso que nas eleições autárquicas , aqueles que estão no poder ou os que gozam de uma forte expectativa do alcançar, têm muitos mais meios ao seu dispor do que aqueles que, à partida, estão arredados da luta pela vitória eleitoral.
É do financiamento privado da actividade política que nasce a corrupção.
Financiamento público com regras que impunham aos partidos a obrigação de realizarem apenas acções que tenham por finalidade o esclarecimento dos cidadãos acerca das suas propostas, projectos e pessoas que cada um deles apresenta aos actos eleitorais, é o caminho para se acabar com
esta discussão recorrentes das contas partidárias.