Blog da responsabilidade de Nelson Correia, Advogado, Vereador na Câmara Municipal de Penafiel, deputado na IX Legislatura e militante do Partido Socialista
Sexta-feira, 8 de Setembro de 2006
OS PARCEIROS DO PRESIDENTE
Não faz muito tempo - corria o ano de 2002 - que o Presidente da Câmara Municipal de Penafiel (PCMP) proclamava, triunfalmente, que por seu intermédio - afirmava-se "promotor" - as "Termas de S. Vicente" tinham mudado de dono, anunciando para breve (nas eleições de 2001 prometeu a abertura das termas para o ano de 2002), a sua reabertura ao público.
O PCMP chamava a si os louros de um negócio particular. O Sr. Gumercindo, o actual proprietário da instância termal disse esta semana ao JN que apenas fez negócio com a família Amorim, não se percebendo se com aquela afirmação queria desmentir a alegada intervenção da Câmara Municipal de Penafiel que na altura do negócio se afirmou como a "promotora e congregadora das vontades" que permitiram a sua realização.
Não tenho dúvidas que o negócio do Sr. Gumercindo, como ele diz, só a ele diz respeito e à família Amorim, ele enquanto comprador, ela enquanto vendedora.
E assim, as coisas deviam continuar.
Porém, assim não o quis o Sr. Gumercindo.
Apesar de dizer que não quer polémicas, a verdade é que se meteu numa.
Então, não é que o Sr. Gumercindo registou em nome da sociedade que representa um imóvel que, desde 1952, tem sido a sede da Junta de Turismo das Termas de S. Vicente?!
    O PCMP, mal foi eleito e investido no cargo, logou tratou de substituir a Presidente da Junta de Turismo da Termas de S. Vicente por um seu correligionário, homem da sua confiança pessoal e política.
    Essa nomeação também correspondeu a uma retribuição.
    Não esqueçámos que quando as Termas encerraram ele se distinguiu na luta que demagogicamente foi travada contra a Câmara Municipal, atribuindo-se-lhe as responsabilidades por aquele encerramento.
    Agora, em nome da coerência seria de esperar que o Presidente da Junta de Turismo das Termas de S. Vicente, conhecendo a alegada participação da Câmara Municipal na "promoção" do negócio das "Termas", pedisse àquela responsabilidades por esta situação.
    Mas não!
    Segundo o Presidente da Junta de Turismo a culpa é de quem o precedeu que não registou o imóvel em questão.
    Como se ele não fosse Presidente da Junta à tempo mais que suficiente para regularizar a situção do imóvel, tanto mais que foi com ele à sua frente que o negócio se fez.
    Se for verdade o que o PCMP disse quanto à sua intervenção no negócio
    das Termas, então não é de lhe exigir a mesma eficácia na resolução deste
    diferendo?
    Parece-me que esta história ou foi mal contada na altura do negócio ou está-lo a ser agora.
    A ser verdadeira a versão que atribuí à Câmara Municipal o mérito da recuperação da instancia termal, não seria de esperar que o novo proprietário que confiou na Câmara o suficiente para realizar a compra, desenvolvesse a sua acção em harmonia com a Junta de Turismo, afinal, parceira na promoção do turismo local e, nessa estrita medida, potencial promotora na angariação de clientela para o seu empreendimento?
    Vistas as coisas deste modo, que razões justificarão esta vontade do Sr. Gumercindo de reivindicar como seu - em disputa com a Junta de Turismo - um imóvel que desde 1951/52 é, (pelo menos assim o pensava e como eu, toda a gente que conheço), da Junta de Turismo?
    Pensava, porque até agora, as sucessivas Juntas de Turismo têm gerido aquele espaço como se delas fosse, fazendo-o à luz do dia e pacificamente porque sem oposição conhecida de quem quer que fosse e, pelo menos aparentemente, de boa fé, tanto mais que o seu primeiro Presidente foi o alegado doador do imóvel em questão.
    Também é verdade que o anterior proprietário da "instância termal", que se saiba, nunca questionou a Junta de Turismo pela utilização do imóvel agora em questão, sabendo-se que a Junta o utilizava na convicção de sua proprietária.
    Por isto, parece-me mau argumento e uma má defesa dos interesses da Junta de Turismo, a produzida alegação do seu Presidente de que a responsabilidade por esta situação é de quem o precedeu, ao não ter registado o imóvel em disputa.
    Não. Esta situação foi gerada e despoletada na vigência do actual
    Presidente da Junta de Turismo. É ele e quem o nomeou, quem tem a obrigação de
    descalçar esta bota.
    Quem tanto utilizou o negócio das Termas em seu beneficio (político), deve, agora, ter a mesma capacidade para resolver, a contento da Junta de Turismo, esta situação.
    Mas lá que fico muito intrigado com esta guerra aberta pelo Sr. Gumercindo, fico!
    E não deixo de me interrogar: que razões terão levado o Sr. Gumercindo,
    por
    tão
    pouco
    , a abrir este diferendo com a Junta de
    Turismo?
    Será que há mesmo um diferendo?
    Se há porque espera o Presidente da Câmara para o
    resolver?
    Não foi ele o "promotor" e "congregador" de vontades
    que possibiltou a realização do negócio das Termas?


    publicado por pena-fiel às 21:54
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