Blog da responsabilidade de Nelson Correia, Advogado, Vereador na Câmara Municipal de Penafiel, deputado na IX Legislatura e militante do Partido Socialista
Domingo, 24 de Setembro de 2006
O jogo dos sinais

O PS/Porto continua refém de Matosinhos.
É com o epicentro em Matosinhos que os êxitos ou fracassos do PS se começam a desenhar tendo em conta as próximas eleições autárquicas.
Diz o Presidente da Federação Distrital do PS/Porto que em Matosinhos não há nenhum problema, que a estrutura concelhia daquele reduto socialista é um exemplo de coesão interna.
Renato Sampaio ou anda distraído ou é inepto para as funções que desempenha ou então, tem uma qualquer estratégia que não quer, ainda, desvendar.
Quer se queira ou não,
Narciso Miranda é uma referência do PS. Ele representa o PS
empreendedor, o PS das mangas arregaçadas, virado para as pessoas e de braço
dado com elas.
Narciso, durante muitos anos, foi a garantia das multidões para todos os Secretários-Gerais que, em período eleitoral, precisavam de planos nas TVs com muita gente.
Depois veio o chamado caso da lota. O PS começou a fingir que nunca tinha precisado desse PS da lota, que não precisava do PS autêntico, do PS genuíno, que a lota sempre representara.
É verdade que foi numa das acções de campanha realizadas na lota que faleceu o Prof. Sousa Franco.
Também é verdade que a opinião pública, a partir desse trágico acontecimento começou a olhar para a lota de forma diferente, onde antes via autenticidade, generosidade, "amor à camisola", começou a ver um bando, que da política fazia um modo de vida e que para singrar nesse modo de vida, era capaz de tudo, até de matar, como se a morte que infelizmente ali aconteceu, não fosse uma fatalidade.
A lota começou a simbolizar tudo o que a politica tem de negativo.
A lota passou a ser signicado de mediocridade. De sofriguidão pelo poder. Do "salve-se quem puder". Do "na politica vale tudo, o que importa é ganhar". Como se o pior da política não estivesse nos corredores do poder, nos gabinetes, nos jogos de bastidores, nas consciências que se compram ou que pura e simplesmente não existem…Como se a lota, não fosse mais que o extravasar de guerras geradas em certos corredores, com passadeiras vermelhas que uns cheiraram e não pretendiam abandonar…

Pretender
ignorar Narciso Miranda, como o parece querer fazer o Presidente da Federação
Distrital do PS/Porto ou procurar apagá-lo da memória como o quer fazer o PS/
Matosinhos, é uma manobra de alto risco. Dificilmente Matosinhos será o bastião
do PS que hoje ainda é, contra Narciso Miranda.
Quem garantiu a transição vitoriosa em Matosinhos?
Onde andaram alguns daqueles que o PS agora recupera, (porque no PS ninguém é (ou devia ser) ostracizado), quando em Matosinhos deles mais se precisou?


Mas sendo isso uma grande ingratidão, (há quem me garanta que em política quem espera gratidão é ingénuo ou verdadeiramente tolo), nem é o pior!

Ignorar ou procurar diminuir um homem com o passado de Narciso Miranda, é ignorar uma parte fundamental do PS. O PS que está presente nas horas de bonança como as que correm, (horas fáceis, porque o poder, nem que seja as migalhas que deixa correr para debaixo da mesa, sempre alimenta, mesmo alguns que nestas alturas deixam transparecer a sua dimensão de ratos oportunistas), mas que, especialmente, não vira as costas nos momentos difíceis. Lembram-se de quem aguentou o PS nos chamados anos negros do cavaquismo? (negros, claro, para os que no PS ansiavam pelo regresso ao poder).

Um partido que não sabe ou não quer honrar aqueles que, no melhor das suas vidas, com lealdade, dedicação e solidariedade o serviram, é um partido sem memória. E um partido sem memória, por melhor que os ventos lhe corram, é um partido sem futuro.
O pior que um partido pode fazer alguém é fingir que essa pessoa já não conta.
É o que o PS está a fazer, com um dos melhores, entre
os seus.

Essa é uma atitude que merece uma única resposta: a demonstração de que esse partido não merece a lealdade de quem lhe dedicou uma vida. E como vivemos em democracia, nada melhor do que perguntar ao povo, o que ele pensa destes comportamentos.
Afinal de quatro em quatro anos há eleições e em democracia o povo é quem mais ordena…


publicado por pena-fiel às 15:50
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1 comentário:
De Anónimo a 25 de Setembro de 2006 às 09:42
INEPTO! INEPTOS...nenhum deles ou melhor, eles todos juntos, não chegam às glórias de Narciso Miranda. As luzes do PS/Porto estão foscas e já só iluminam Matosinhos.


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