Blog da responsabilidade de Nelson Correia, Advogado, Vereador na Câmara Municipal de Penafiel, deputado na IX Legislatura e militante do Partido Socialista
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Estados de espírito

 

Por força da minha actividade profissional sou obrigado a calcorrear muitos dos concelhos que integram a novel Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e apercebo-me das dificuldades que as famílias que aqui vivem têm para suportar os encargos com a sua vida corrente.
Os empréstimos contraídos nos anos dourados dos finais do século passado e do inicio do presente milénio, são agora, com o aumento das taxas de juros que, apesar das sucessivas descidas da Euribor, teimam em aumentar, um fardo insuportável.
As insolvências das empresas e das famílias estão na ordem do dia. São já muitos e cada vez mais, os que não conseguindo cumprir com as amortizações mensais dos empréstimos contraídos se vêem confrontados com as visitas de solicitadores de execução e com penhoras dos bens que ganharam no esforço de anos de trabalho.
È sabido que a situação económica da vizinha Espanha não está de feição à manutenção dos postos de trabalho daqueles que ali procuraram o sustento que aqui lhes faltava.
È previsível por isso que o desemprego, aqui já bastante significativo, tenda a aumentar, com o regresso daqueles que em Espanha deixaram de ter trabalho.
A construção civil que de “mala e cuia” tinha partido para as terras de Espanha, esgotado o maná das obras que ali existia, está de regresso ao solo pátrio e aqui, sem o incremento das obras públicas, agoniza numa paralisia asfixiante e potencialmente mortal que só a esperança nas obras do novo ano, por ser o de todas as eleições, as agarra à sobrevivência e faz persistir numa actividade que parece ter-se esgotado.
A dinamização da nossa economia passa, pois, pela capacidade que o sector público tiver para lançar um conjunto significativo de investimentos capazes de alterar este quadro negro em que as nossas empresas estão mergulhadas.
 
Aqui, na nossa região, a esperança está na actividade das autarquias e na sua capacidade de aproveitar os apoios comunitários para lançarem os investimentos capazes de retirarem as empresas de letargia em que mergulharam.
 Afinal, foi muito por causa do Quadro Comunitário de Apoio e pouco, por razões de melhor organização do território que a novel Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa se constituiu.
 
 
Foi neste estado de espírito, à espera de melhores dias, que o país assistiu às inesperadas afirmações e receitas para os nossos problemas colectivos, da cada vez mais singular personagem em que se está a revelar a líder do PSD.
Depois de proclamar que não havia dinheiro para nada, de se colar às manifestações de interesses corporativos imobilistas para quem qualquer reforma é sempre a fonte de todos os males, a Dr.ª Manuela Ferreira Leite, lembrou-se de recorrer à estafada tirada que aponta a democracia como a razão de todos os males.
 Atreveu-se a Dr.ª Ferreira Leite, a dizer, faltando descortinar se em tom satírico ou sério, sendo que nela é sempre muito difícil descortinar qualquer outro sentido que não seja a encarnação da má disposição e de todos os males do mundo que, “a bem” de Portugal, a democracia deveria ser suspensa, pelo menos por seis meses, o tempo que a Dr.ª Ferreira Leite reputa necessário para se fazerem as reformas necessárias, sem o enfado de manifestações.
 
O problema é que a Dr.ª Ferreira Leite, cada vez se afunda na única qualidade que lhe era reconhecida quando na situação prévia à de líder.
Chegada a líder da oposição, a sua credibilidade vai-se esgotando à medida que os seus intérpretes autênticos sentem necessidade de virem a público explicar o que senhora quis dizer, quando esteve calada, o que não disse e quis dizer ou o que disse mas não quis dizer, quando falou.
Enfim, uma confusão e uma valente trapalhada, até parece que a senhora é estrangeira.
E quando o País mais precisa de uma oposição credível que faça o governo pensar antes de agir e repensar quando não age bem, o maior partido da oposição perde-se com a interpretação dos silêncios e sentidos das afirmações da Dr.ª Ferreira Leite.
 
Por isso, no PSD em vez de se fazer oposição ao Governo, já se pensa nas soluções de liderança pós 2009.
É pena, porque assim quem fica a perder somos todos nós.
Este PSD só serve para acentuar o estado de depressão colectiva, na certeza de que esta oposição é lura donde nunca sairá coelho.
As outras oposições, as da esquerda alegrista, bloquista ou comunista, são boas para quem entenda que o país não deve ser governado.
Esses, pelo menos, assumem que essa coisa de governar é uma verdadeira e grande seca.
Vivem de dizer mal.
E parece que é só isso que sabem fazer.
O problema é que o País não pode ficar parado à espera que os intérpretes da Dr.ª Ferreira Leite acertem no que a senhora afinal pensa, nem agarrados à demagogia dos que pedem sol na eira e chuva no nabal.


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Sábado, 1 de Novembro de 2008
PIDDAC

O PIDDAC para 2008 não é nada generoso para a região do Vale do Sousa.

Quem ajuizar das necessidades de cada região pelo PIDDAC, vai julgar que o Vale do Sousa é das mais desenvolvidas do país.
Puro engano. A nossa região, infelizmente, há muito que está mergulhada numa grande depressão.
Alguns autarcas reclamam para a região um plano especifico de desenvolvimento. A situação em que nos encontramos justifica-o e exigi-o.
Entendo que só uma diferente organização do nosso território permitirá criar as sinergias necessárias a uma nova visão das realidades mais periféricas como a nossa.
A nossa região precisa de uma classe política legitimada com poderes sobre municipais, que permita politicas a uma escala suficiente a investimentos públicos estruturantes que repensem a economia desta região, criando os instrumentos necessários a um novo modelo de desenvolvimento.
 
A regionalização é a tábua de salvação para esta região.
Com o actual modelo de organização do território dificilmente a região encontrará as parcerias que lhe permitam despertar da depressão em que mergulhou.
O investimento público na região é escasso e a generosidade da Administração Central raramente é ditada por imperativos de políticas de desenvolvimento sustentado.
Nos últimos anos os PIDDAC para o concelho de Penafiel viveram inflacionados pela tragédia de Entre-os-Rios. Agora que a memória do trágico acontecimento da queda da ponte Hintze Ribeiro começa a diluir-se na bruma do tempo, o PIDDAC reflecte o esquecimento de uma região que não é carne, nem peixe, o mesmo é dizer, nem área metropolitana, nem interior.
Não se compreende, de facto, o reduzido montante previsto em PIDDAC para Penafiel.
Estou certo que os deputados eleitos pelo círculo eleitoral do Porto e com especiais ligações ao Vale do Sousa, seguramente, não deixarão de fazer valer os seus argumentos – e serão muitos – para que se produzam alterações naquele documento de forma a que, a versão final, seja mais condizente com as nossas necessidades.
Não entendo que o IC35 e a EN 15, mais uma vez sejam ignorados, não havendo nenhuma verba inscrita em PIDDAC para que a primeira daquelas vias rodoviárias saía do papel e a segunda conheça os melhoramentos que, ano após ano, nos são prometidos e nunca concretizados.
A fazer fé nas declarações do Presidente da Câmara de Penafiel, essas verbas “deverão ficar inscritas num outro plano de investimento com um novo modelo de gestão”.
Assim seja, embora as dúvidas manifestadas por aquele autarca não permitam grandes sossegos. Como ele admitiu, as câmaras da região “ainda não sabem muito sobre o assunto”.
Mais que“lembrar o assunto para não ficar esquecido” como sugere o Presidente da Câmara,é preciso gizar uma estratégia que permita à região falar a uma só voz, ganhando a força necessária para exigir da Administração o tal plano de desenvolvimento estratégico de que se ouve falar, principalmente, em anos eleitorais.
E como as eleições estão ai tão perto… vamos lá que amanhã já se faz tarde…
 


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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
Autárquicas 2009

 

Falta cerca de um ano para as próximas eleições autárquicas.
 
Os partidos vão arrumando as questões internas, preparando-se para o combate eleitoral que se aproxima.
 
No PSD, como é habitual nos partidos do poder, escolheram o presidente da Câmara em exercício para líder da respectiva Comissão Politica, não deixando dúvidas para o que já se sabia há muito tempo: Alberto Santos, apresentar-se-á a votos pela terceira vez e pela terceira vez fá-lo-á acompanhado de Antonino de Sousa, reeditando a coligação “Penafiel Quer”.
 
No PS, depois das eleições para a Comissão Politica que, em lista única, ditaram a reeleição de Micael Cardoso, a questão da escolha do candidato para as próximas eleições ficou, naturalmente, resolvida: António de Sousa Pinto será o candidato.
 
No outro habitual concorrente, a CDU, penso que será retomada a tradição e, muito provavelmente, Jesus Ferreira encabeçará esta candidatura.
 
Tenho dúvidas que o Bloco repita a experiência de 2005.
Porém, se o Bloco decidir ir a votos, não ficaria nada surpreendido se a escolha do seu candidato à Câmara Municipal recaísse numa personalidade com ligações ao PS.
 
E por aqui se ficarão as candidaturas.
A esperança dos que sonham com uma candidatura independente, por ora, será apenas isso, esperança de alguns, e nada mais.  
 
A participação feminina na vida política do concelho tem sido insuficiente para que a lei da paridade não levante problemas na constituição das listas.
 
Creio que todos, principalmente as duas candidaturas com expectativas de vitória, gostariam que a lei eleitoral para as autarquias locais fosse alterada, a tempo de, já nas próximas eleições, haver apenas uma candidatura municipal – a candidatura à Assembleia Municipal - sendo presidente de Câmara o primeiro da lista mais votada e o executivo municipal por ele escolhido, entre os membros eleitos da Assembleia.
Esta era a melhor forma de contornar a imposição da lei da paridade que obriga a uma alteração profunda na constituição das listas, tendo as candidaturas que investir numa maior participação das mulheres, sob pena de ficarem sem o apoio do Estado nas despesas da campanha eleitoral.
 
Hoje, em nove lugares, tantos quantos os do executivo municipal, não há uma única mulher – cumprida a lei da paridade, pelo menos, três dos homens que estão a vereadores, terão que dar o lugar a mulheres, servindo-lhes de consolação, a garantia que, por força da mesma lei, nunca aquelas terão a predominância que hoje eles têm.
Por mais feminista que uma candidatura seja, terá sempre que gramar com 1/3 de jarrões, quanto mais não seja, porque o subsidio do Estado para a campanha é imprescindível e com os tempos difíceis que por ai vão, não é expectável que os donativos particulares sejam generosos o suficiente para cobrir os encargos que uma campanha eleitoral gera.
 
Seja como for, esta questão da paridade parece ser, pelo menos para as duas principais candidaturas, a única dificuldade interna.
As respectivas lideranças são incontestadas e as previsíveis escolhas amplamente convergentes.
As duas irão a votos na plenitude das suas forças.
As duas, apenas dependerão da capacidade dos seus protagonistas para convencer os eleitores de que são portadoras do melhor projecto e, por isso, merecedoras do respectivo apoio.
No próximo acto eleitoral autárquico, é certo, que as questões internas que tanto atormentaram os candidatos nos últimos actos eleitorais – em 97, os do PSD e depois disso, em 2001 e 2005, principalmente neste ano, os do PS – deixarão de estar presentes.
 
E, assim, é que está bem.


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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
OPÇÕES

 

Há muito que defendo que a Autarquia deve usar os impostos municipais como instrumento para políticas que potenciem a fixação das pessoas e das empresas.
Nessa linha, defendi nas últimas autárquicas que o Imposto Municipal sobre Imóveis devia ser reduzido e este com o Imposto Municipal sobre Transmissões e com o arrendamento social, usados no incentivo à recuperação do parque edificado, sobretudo nos nossos principais centros históricos, votados ao abandono e que definham ano após ano, sem qualquer preocupação visível e concretizada dos responsáveis municipais.
Defendi, também, que os livros escolares deveriam ser distribuídos gratuitamente pela Câmara Municipal a todos os alunos do 1.º ciclo.
Nas politicas de incentivo à fixação das empresas, para além da disponibilização de solos, pela criação de novas zonas industriais, defendi um abrandamento da derrama municipal.
Todos sabem que os encargos com a habitação consomem, cada vez mais, face ao aumento da taxa de juro, uma boa parte do orçamento das famílias e que os tempos não estão fáceis para as empresas, em especial para aquelas, como a maioria das que existem entre nós, de pequena e média dimensão e, predominantemente, de estrutura familiar.
Este é o mês de regresso às aulas, com ele as famílias sofrem com a dificuldade acrescida pela compra dos livros e material escolar que, somada às dificuldades certas de todos os meses, tornam a matemática do equilíbrio orçamental uma equação impossível.
Nesta conjuntura, parece-nos adequado a uma boa política social diminuir as taxas dos impostos municipais para valores intermédios entre os mínimos e máximos permitidos por lei. A distribuição gratuita dos livros e manuais escolares, seria um alívio na carteira da maior parte das famílias, tão sobrecarregadas com o aumento do custo de vida.
A diminuição da derrama, um incentivo aqueles que, num mar de dificuldades, encontram a arte e o engenho para obter resultados positivos.
A estes argumentos tem sido insensível a maioria municipal.
Na última assembleia municipal, o imposto municipal sobre imóveis ficou-se pela taxa recomendada pelo Governo quanto aos prédios novos e conheceu uma pequena diminuição nos restantes. Já a derrama, mais uma vez, foi fixada pelo valor máximo permitido por lei.
A distribuição gratuita dos livros escolares, esbarrou na demagógica posição da maioria que a contrariou, na injustiça de uma aplicação indiferenciada que tanto beneficia quem precisa, como quem tem o suficiente para suportar esse encargo.
A diminuição por nós proposta das taxas de imposto municipal sobre imóveis e da derrama, imposto que incide sobre os lucros das empresas, esbarrou na intransigência da maioria, justificada pela necessidade de arrecadar receita para a satisfação das necessidades colectivas.
A objecção à descida da receita municipal, pela diminuição de impostos municipais e à distribuição gratuita dos livros escolares, se justificada com preocupações de função distributiva de riqueza que deve nortear a acção de qualquer governante, até se aceitaria - é insofismável que o que é diferente não deve ser tratado da mesma maneira – não fosse a incoerência das políticas de esbanjamento da Câmara Municipal, onde essa preocupação não encontra nenhum sentido.
Fosse a Câmara Municipal coerente com tal princípio – a mais das vezes, assente em premissas de verificação duvidosa – e a Agrival não seria uma festa popular, os passeios a Fátima deixariam de ser gratuitos e o “Penafiel à Mesa” só seria servido a quem pagasse. 
É ou não verdade que, rico ou pobre, ou o enfileirado no role dos remediados, todos pagam o mesmo preço para assistir, na Agrival, ao espectáculo de um qualquer Tony da moda, seja o Carreiras, o Barreiros, o Toy ou um desses agrupamentos, tipo moranguitos, que esteja a dar?
É ou não verdade que para os passeios a Fátima dos nossos “seniores”, a declaração de IRS para nada importa, porque todos, sem excepção, têm direito a lugar no autocarro, acompanhado da entrada no recinto dos “comes e bebes”, seja ele em Pombal ou noutro lugar qualquer? 
Pois...
Por isso, de nada adiantam grandes explicações, afinal tudo se reduz a uma questão de opção e esta é a opção daqueles que, com a razão de outros actos eleitorais, estão convencidos que as festas e romarias são o melhor investimento eleitoral.


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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
"MUDAR DE DISCURSO"

 “Como em Penafiel a maioria tem o entendimento que a oposição dá do Senhor Presidente da Câmara a ideia de que é ‘um mal feitor’ que só ‘comete ilegalidades’ e que, ainda por cima, ‘faz as coisas mal feitas com intenção de as fazer’, a resposta aos comunicados do PS, só podia ser queixa-crime.” 

 



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Domingo, 7 de Setembro de 2008
Ventos que sopram do Avante

Pois esse caminho também não o quer o PS, por isso é que o Jerónimo devia antes dizer onde é que o PS falha e o que devia fazer.

Mas só mesmo o Jerónimo para prometer sol na eira e chuva no nabal, como o ar mais natural de quem o consegue com uma perna às costas...

O PC do Jerónimo tem sempre as melhores soluções para tudo. 

O Jerónimo sabe como resolver todos os problemas, mas não  o diz, não vá o Sócrates copiar.

Estará o Jerónimo à espera de ganhar as próximas eleições para finalmente dizer quais as soluções do PC para resolver os problemas do país?

Dizer que o "sentimento de insegurança aumentou" ,é dizer o que qualquer um dos militantes da festa do Avante dirá, sem preocupação com outros indicadores que não seja o alarme social provocado pela repetição de noticias de crimes, tenham eles a natureza que tiverem; que o Governo nada faz para o impedir é o que dirá esse mesmo militante que não tem ideia, nem quer ter, das medidas do governo.

Basta-lhe que o Governo seja do PS, para ter a certeza que não faz nada, ou quando faz,  é a razão de  todo os males do mundo.  

A Jerónimo enquanto líder de um Partido que é farol sindical, exige-se mais. Exige-se que aponte o que ele entende serem as falhas do governo e que diga o que faria se fosse o Primeiro Ministro de Portugal.

 

Isso é que dava jeito ao país, até para que alguns sindicalistas ficassem a saber qual a luz do farol...
Mas para isso é preciso muito mais que a habitual demagogia do bom do Jerónimo.

 

O Jerónimo, como a outra, falou, mas "em Abrantes tudo ficou como dantes".

 



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Afinal a senhora fala!

 E, finalmente, a Dr.ª Manuela falou.
O que disse?
O que as avós, sem assunto e falhas de imaginação, costumam dizer aos netos.
O que a Dr.ª Manuela disse, só mesmo para entreter os seus netinhos, é que netos  mais crescidinhos já não engolem estas velhas histórias do “bicho papão” que as oposições costumam debitar, na falta de assunto.
Foi do “bicho papão” que a Dr.ª Manuela falou.
Queixou-se de um governo que, segundo ela, tudo controla e a todos controla.
Falou de uma central de informação governativa que distorce a verdade e cega os cidadãos.
Com a democracia nesse estado, e a Dr.ª Ferreira Leite, tanto tempo calada!!!
 
Pois. Melhor calada que dizer nada.
A Dr.ª Manuela não está para os enfados da oposição, sente-se bem melhor no papel de avó.
Mas tanto insistiram em que a senhora devia falar que ela falou.
Quando os netos pedem, insistem e voltam a pedir, avó  que se preze conta-lhes uma história, fala-lhes das coisas passadas, não lhes diz, que nada diz, porque não quer que eles aprendam com ela.
Mas a verdade, verdadinha  é que este ainda não era o tempo para a Dr.ª Ferreira Leite falar.
Mas falou.
Para os netos até que foi bom.
Claro que eles já não vão em “bichos papão”, mas pelo menos ficaram a saber que a avó ainda é viva! Melhor. Ficaram a saber que a sua querida avozinha, afinal, não ficou muda.
Para o País é que é uma chatice. A Dr.ª Manuela Ferreira Leite falou e  Portugal continua sem oposição.



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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
EXIGIR COMPROMISSOS

O Vale do Sousa, há muito qualificado como o “Vale dos Sonolentos”, tarda a emergir da letargia que o atirou para os últimos lugares de qualquer um dos vários rankings de desenvolvimento, seja no contexto das regiões da Europa, seja entre portas nacionais. Os desafios de modernização de ontem continuam aqui a ser os mesmos. De substancial, os índices de desenvolvimento, quando comparados com os das demais regiões, em nada se alteraram. Se estávamos na cauda, agora estamos no rabo, o que convenhamos, de diferente só tem a semântica usada nas explicações deste fado que empurra a região para uma inércia que persiste em reinar. Ontem como hoje, as apostas para o desenvolvimento da região passam por políticas qualificadoras das pessoas para a sociedade do conhecimento; pelas tecnologias, de forma a ultrapassar o atraso científico e tecnológico; pela inovação, antídoto para a dependência doentia e desmoralizante de indústrias há muito gastas e incapazes de acompanharem as exigências da globalização. Políticas que continuam a ser prementes, pese algumas luzes que aqui e ali vão surgindo, mas sempre numa lógica de paróquia, a ver quem ganham a quem, de quem de entre os pequenos é o maior. A região do Vale do Sousa vista a seis, tantos quantos os municípios tradicionalmente agrupados, seja na versão da defunta Associação de Municípios, seja na moribunda, com pena de morte marcada, Comunidade Urbana, continua hoje tão deprimida quanto o era ontem. E no quadro em que a ComUrbe tem funcionando, nada se alterará, quando muito podem os nossos autarcas reforçar os seus laços de amizade, em mais uma ou outra viagem, de trabalho, é claro, ainda que igualzinho aos dos senhores doutores e as suas Convenções além atlântico. No que importa à região, não foi com nenhuma daquelas formas de organização do território que se fomentou a coesão e a solidariedade deste espaço regional. Para demonstrar que o interesse de capela sempre prevaleceu sobre preocupações de desenvolvimento sustentado e de lógica supra municipal, basta atentar nas reacções locais aos anúncios de investimento público ou até privado para a região – a cada proclamação de investimento, a coesão, a solidariedade e a racionalidade da localização do investimento sempre virou batata, preocupando-se cada um em garantir o investimento para a sua terra, numa lógica de bairrismo serôdio e doentio. Estou em crer que a NUT TAMEGA, alargada a quinze municípios, em nada virá alterar o triste fado da região. Continuaremos a ter cada um a lutar por si e a esquecer que o melhor para cada um, só pode ser o melhor para todos. A coesão e a solidariedade territorial serão a chave da viragem que a região precisa. Mas para haver coesão e solidariedade, o quadro legal das novas regiões tem, necessariamente, que passar pela legitimidade democrática dos seus dirigentes. Sem que os órgãos desta nova região resultem do veredicto popular, é certo que cada um dos Presidentes da Câmara não conseguirá olhar para além do umbigo do respectivo concelho, que intuam que em terra de gente pobre, sem união não há força e sem força tão pouco uma IC conseguiremos fazer avançar – há quantos anos o IC 35 está no papel?! E não é nesta região, estaticamente considerada das mais pobres que teremos portagens nas SCUTS? Pois é! Mas que outra coisa esperar, se por aqui persiste-se em enxergar apenas o pequeno quintal de cada um, ao ponto de, passados todos estes anos de experiência comum de organização do nosso território, haver ainda quem tenha dúvidas, quanto à integração dos seus Municípios na NUT Tâmega ou na Área Metropolitana do Grande Porto, (ao que parece, apenas por esta ser mais rica que aquela). E porque o principal problema da nossa região, de todos os nossos concelhos, é a pobreza (a material, dos salários baixos, das insolvências, da fuga para o exterior em busca da vida que aqui persistem em nos roubar, a imaterial, da desqualificação, do abandono escolar) – deixemo-nos de comparações entre nós. O que muito grande nos pareça, em comparação com o dos outros, será sempre coisa pequena! No próximo ano, o país será chamado, por três vezes, a escolher os seus representantes, no Parlamento Europeu, na Assembleia da República e nas Autarquias. Impõe-se que as diferentes bússolas políticas da região comecem a dizer com clareza e com sentido de compromisso, os caminhos que preconizam para este Vale.



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Domingo, 1 de Junho de 2008
Muda-se de líder, mantém-se a demagogia
Os militantes do PSD decidiram eleger, por uma curta vantagem, Manuela Ferreira Leite (MFL). Foi uma derrota para a ala dos Menezes, e outros que tais, cujo líder demissionário revelou a sua verdadeira face, na hora da despedida, ao qualificar de canalha quem constantemente minou a sua liderança.

No discurso de vitória de MFL, notou-se, pela primeira vez, uma sensibilidade para com os problemas sociais do País. Estranha preocupação esta, pois, no tempo em que foi Ministra das Finanças, essa preocupação era inexistente. Mais hilariante foi o facto de se revelar uma defensora da classe média, aquela classe que serviu de alvo de ataque para combater o défice na sua altura.

O PSD passa por ser um partido com características muito próprias, elegendo o populismo enquanto se mantém na oposição e praticando alguma demagogia enquanto está no poder (pelo menos recentemente).

Mas existiu outro facto peculiar nesta eleição interna do PSD: esfumou-se o surgimento de uma alternativa a este Governo, para algumas pessoas. Não que as mesmas tenham alguma alternativa, mas o simples facto de este governo ter combatido alguns privilégios corporativos acentuou o azedume desses sectores, que apenas destilam ressentimento por o Mundo estar a evoluir.

Para o PSD, ganhou alguém que é sério e que não se deixa cair no folclore dos Menezes e dos Lopes.
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Sábado, 24 de Maio de 2008
Fuga para a frente
Quando a situação económica e social do exemplo dos neo-liberais começa a degradar-se a olhos vistos, os fundamentalistas do mercado desregulado, realizam a conhecida fuga para a frente, defendendo que afinal os EUA, já não são o um país de políticas liberais.

Por esta e outras reacçõesl, começa-se a notar uma linha de separação dos neo-liberais Norte-americanos dos Neo-liberais Europeus. Os primeiros já começam amentalizar-se do fracasso das políticas de desregulamentação do mercado, enquanto os segundo ainda continuam na utopia, um pouco à semelhança dos comunistas antes da queda do Muro de Berlim.


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